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domingo, 10 de fevereiro de 2013

CARNAVAL ARIANO




CARNAVAL ARIANO

Não tinha nada pra fazer,
fui assistir o desfile na televisão,
que tremenda decepção.

Só tem branco ariano
se arrastando na escola,
não, não tem descendente
de Angola.

Uma mulherada siliconada,
que não sabe sambar,
tem que se arrastar,
na sandália de chumbo,
porque se quiser sambar descalça,
vai ter que usar um patuá,
pra evitar de avoa.

Falta aquela cor do samba,
que sabe sambar no pé,
aquela gente de cor linda,
da Perola Negra,
daquelas mulheres faceiras,
que deslumbram,
ao balançar as cadeiras.

Agora não tem mais nada disso,
os caucasianos arianos,
de todas as escolas,
usam aquelas caras fantasias,
todas tão coloridas,
que no fim são
as melhores das iguais.

E os pardos, os negros,
a alma do samba,
agora no pouco que aparecem na avenida,
é pra empurrar carro alegórico,
vaticinando o triste histórico,
do racismo dissimulado,
que agora também esta na avenida.

É assim agora o Carnaval Ariano,
que tomou conta da avenida,
excluindo o verdadeiro dono
da folia.

Marco A. Tisi
( 10/02/2013 )

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CÁLICE



CÁLICE

O Cálice esta vazio,
o coração não esta macio,
e a tua Saudade,
que deixa a minha alma
como no estio.

O Cálice esta vazio,
o vinho até esta sadio,
mas não há o que comemorar,
a muita tristeza no meu olhar.

O Cálice esta vazio,
não há vontade pra mais nada,
esta fase de minha vida,
esta sendo pontoada,
parece que estou cumprindo
um severo castigo,
por ter com você me envolvido.

O Cálice esta vazio,
e eu tão só nesse casario,
com um diferente frio,
com a emoção aflorada,
nessa cansativa jornada,
que de repente do nada,
torna a vista lacrimejada.

Esta vazio o Cálice,
nesses pensamentos,
que são verdadeiras
sandices,
fazendo do cotidiano
sempre uma mesmice.

O Cálice esta vazio,
o vinho esta até gelado,
todo rosado,
e em algum momento,
o beberei aliviado,
pois sei que o meu Amor
por você e apesar de você,
não ira me esmorecer,
e é assim que irei conviver.

Marco A. Tisi
( 09/02/2013 )

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O PÃO DO POVO


O PÃO DO POVO



A justiça é o pão do povo.
Às vezes bastante, às vezes pouca.
Às vezes de gosto bom, às vezes de gosto ruim.
Quando o pão é pouco, há fome.
Quando o pão é ruim, há descontentamento.

Fora com a justiça ruim!
Cozida sem amor, amassada sem saber!
A justiça sem sabor, cuja casca é cinzenta!
A justiça de ontem, que chega tarde demais!
Quando o pão é bom e bastante
O resto da refeição pode ser perdoado.
Não pode haver logo tudo em abundância.
Alimentado do pão da justiça
Pode ser feito o trabalho
De que resulta a abundância.

Como é necessário o pão diário
É necessária a justiça diária.
Sim, mesmo várias vezes ao dia.
De manhã, à noite, no trabalho, no prazer.
No trabalho que é prazer.
Nos tempos duros e nos felizes.
O povo necessita do pão diário
Da justiça, bastante e saudável.

Sendo o pão da justiça tão importante
Quem, amigos, deve prepará-lo?

Quem prepara o outro pão?

Assim como o outro pão
Deve o pão da justiça
Ser preparado pelo povo.

Bastante, saudável, diário.

[Bertolt Brecht, ]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ARVORE MAGICA




ARVORE MAGICA

Retornei lá pra minha Mata Intima,
lugar que as vezes me recolho,
pois é la que eu escolho,
o Unicórnio que me leva pra Lua,
num piscar de olho.

Mas desta vez,
a mata estava por demais calma,
não havia lá uma viva alma,
nem as “ Entidades “ que tanto estimo,
e que me são de tanto préstimo.

Também estava por demais quieta,
todos os seus habitantes recolhidos,
acho que estavam em seus sonos absorvidos .

Mas eu estava como sempre lá,
pra sonhar acordado,
e ficar deslumbrado,
apesar de saber que,
sempre é um sonho
que não sera realizado.

Mas de repente dei de frente,
com a “ Arvore Magica “,
magnifica em seu porte,
que tinha nela um entrecorte,
verdadeiro Portal iluminado,
e entrei, com o coração acalorado,
pois já estava com o pensamento acelerado.

E dito e feito, foi só adentrar,
para meus mais elevados sonhos acalentar,
tudo aquilo que mais queria,
que por um momento, até pensei que poderia,
novamente, ter com Ela, toda a aquela convivência,
apesar de saber ser esse sonho uma advertência.

Porque para infelicidade minha,
esses meus sonhos irrealizáveis,
são frutos do Amor que só eu sinto,
e só eu senti, e em detrimento disso,
pelo visto, esses sonhos,
terão sempre um fim tristonho.

Marco A. Tisi
( 05/02/2013 )

sábado, 2 de fevereiro de 2013

COMEDOURO & BEBEDOURO



COMEDOURO & BEBEDOURO

Ontem fui á feira livre,
comprar pertences pra Farofa,
não, não é nenhuma galhofa.

E então eu vi Alpiste,
e lembrei, que o que não
me deixa triste,
é o canto do Bem Te Vi,
com a dança linda do Colibri.

E todas as manhãs,
essa dupla singular,
vem o meu coração ,
um pouco alegrar.

Sendo assim, nada mais justo,
o Alpiste eu ofertar, pro Bem Te Vi,
e água açucara pro Colibri.

E assim eu fiz, pus um Comedouro
cheio de Alpiste, na borda da sacada,
e também preparei um Bebedouro,
dependurado na escada.

É só um retribuição,
para os meus parceiros matinais,
que comigo são tão Solidários,
nessa minha vida,
que levo tão solitário.

Não, não estou reclamando,
só estou comentando,
que afinal, a presença desses dois,
é como se estivessem me consolando.

Comedouro & Bebedouro,
minha retribuição,
pro Bem Te Vi & Colibri,
Artífices que são,
do pouco de Paz,
que tenho na Alma & Coração.

Marco A. Tisi

( 02/02/2013 )     

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DE POETA PRA POETA


"  Não estou cabendo dentro de mim, por ter recebido de presente este Poema para mim.  "


Poema para Marco Aurelio Tisi

Uma poesia acorda meus dias 
com a lira do cantar dos sinos,
poesia de homens e destinos,
de flores, mulheres,
das catedrais, dos meninos.
É o cantar de tudo em tudo,
sem turvar as águas ou cair
em sua correnteza;
poesia de vela acesa,
que a alma ilumina.
As fotos, paisagens e amores,
as festas de damas e seus licores;
uma poesia que não descansa,
pois todo caminho seus pés alcança;
poesia de criança,
e do velho mago da floresta;
a poesia que foge dos portões,
es escorrega pela fresta.
Paulinho De Olí


(01/02/2013 )

BORBOLETA LILAS




BORBOLETA LILAS

É um voo Poético,
é um voo eclético,
é um voo calmo,
é um voo almo.

É da Borboleta Lilas,
o voo tranquilo,
ele é sem estrilo,
ela voa de tal maneira,
que parece tomou restilo.

É a Borboleta Lilas,
que voa daqui até Goias,
e por onde voa leva a paz.

Ela é um presente da Natureza,
com sua beleza e destreza,
pra a gente olhar sem rudeza,
e sentir a certeza.
que ela representa a delicadeza,
de se viver com singeleza.

Borboleta Lilas,
venha sempre por aqui,
porque com você por aqui,
eu consegui,
a Paz que tanto pedi.


Marco A. Tisi

( 01/02/2013 )
" Poesia é antônimo de censura "

Sara Meynard