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domingo, 22 de setembro de 2013

LUZES DA CIDADE



LUZES DA CIDADE

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a menina,
que no meio do trafego,
vitima do trafico,
estende sua mão pequena,
porque pra Ela a vida
já não vale a Pena,
e o que ela mais quer
é um tostão pra se enganar,
e poder se drogar.

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a Menina,
que ao conseguir o tostão,
ira lá pra sarjeta,
e com sua mão pequena,
que mal consegue
segurar o recipiente
cheio de fumaça ilusória,
pra enganar a fome,
e então à consome,
que depois de torrar
seu pequeno cérebro,
sentir sua Alma
sair feito fumaça,
de sua pequena narina,
agora tão flácida.

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a Menina,
que agora já é um pequeno Zumbi,
e o que de melhor poderia lhe acontecer,
era pro Céu ela poder avoar feito um Colibri,
e de vez, desta sua triste vida sucumbir.

As Luzes da Cidade,
incidem sobre a Menina,
vitima dessa Sociedade
de Hipocrisia,
governada pela Velhacaria,
que em desarmonia
do que realmente poderia,
fazer pela Menina Colibri,
que por todo esse sofrimento,
não deveria mais estar aqui.

Marco Aurelio Tisi

( 22/09/2013 )

domingo, 15 de setembro de 2013

ESPAÇO


ESPAÇO

Agora que me arrumei e me ajeitei
em um novo Espaço,
que nesse ínterim, tantas coisas
livrei de mim,
e nesse todo desapego,
construí o melhor do meu aconchego,
para enfim não ter mais nenhum sôfrego.

Mas agora nesse Espaço,
além do que de material me livrei,
também do Imaterial me desapeguei.

Agora sou mais Realista,
agora sou mais cético,
não acredito mais em Utopia,
não acredito mais em Teoria,
não verdade quero distancia
daquilo que pode se tornar agonia.

Não quero mais pra mim
as trocas que consegui,
no meu Espaço Solitário,
viverei menos temerário,
não quero nada arbitrário,
farei do meu Espaço
meu Santuário,
vou alimenta – lo
com muita Erudição,
chega de provocação.

Não não sou uma Ilha,
ninguém é,
como bem disse Jonh Donne,
mas não quero mais me machucar,
nem a ninguém machucar,
já chega aquela Salgada Lágrima
de todo Santo dia,
que faz com que a ferida no coração,
não tenha cicatrização.

O Espaço é novo,
é um Espaço só meu,
quem sabe agora nele eu me cure,
mas que enfim eu não me descuide.

Marco Aurelio Tisi

( 15/09/2013 )

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MARROCOS





MARROCOS

" Vou pra Marrocos,
vou com uma Amiga,
chegando lá,
vamos tomar um Café Árabe,
e ter uma conversa bem suave,
não vamos falar de dividas,
mas muito provavelmente
vamos falar de Duvidas.
Depois vamos comer
um refrescante Tabule,
ao som de um ritmado Alaúde.
E então vamos comer
um adocicado Haleu,
pra vida não ficar um Breu.
É Assim que É.
A Viagem é Virtual,
A Amiga é Virtual,
mas ela é acima de tudo Cordial,
tanto que me inspirou
a fazer essa singela Poesia Casual. "

Marco Aurelio Tisi

( 12/09/2013 )

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Poemas Instantâneos no FaceBook Nº 23



Canto Vibrante.

" Aqui na Cidade Grande,
tenho todo dia a Companhia
do Sabiá - Laranjeira,
que canta, tão belo,
que ao mesmo tempo é singelo,
Canta Vibrante,
fazendo o dia Radiante,
tornado a Cidade Grande,
doce como Açúcar - Cande,
mas tem também o Bem - Te - Vi,
quero achar que é o mesmo
de onde eu vim,
mas o que importa,
que agora tenho Dois Cantantes Companheiros,
meus Fiéis Escudeiros "

Marco Aurelio Tisi

(03/09/2013 )

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

RETORNO



RETORNO

Agora que estou de Retorno,
trato de cuidar meu canto
com muito Adorno,
para clarear os Contornos,
para que não haja nenhum estorno.

Volto para um Canto pequeno,
feito um Sarraceno
num Oásis bem ameno.

Sei bem que tenho,
aqui nesta Cidade,
cuidar para evitar
aqueles que só tem maldade,
entretanto posso até,
encontra – los na casualidade,
mas, as vezes a adversidade,
pode ser uma prova
de ter a capacidade,
para manter a sobriedade.

Mas estou de Retorno,
e o que mais quero é Cultivar
Minha Querida “ Girassol “,
ouvindo o Rouxinol
no por do Sol.

Retorno para um novo recomeço,
sem nenhum tropeço,
e curtir a Vida com muito apreço.

É assim que é,
Retorno, Recomeço,
sem muita expectativa ,
e sempre ter a veia imaginativa,
para sempre tentar fazer
uma Singela Poesia.

Marco Aurelio Tisi

( 30/08/2013 )

sábado, 3 de agosto de 2013

EVOLUÇÃO OU INVOLUÇÃO

EVOLUÇÃO OU INVOLUÇÃO

Ando aperreado, ando injuriado,
já não suporto certas coisas,
já não quero saber de gente chata,
porque, pode ser inclusive
que eu estou também uma pessoa chata,
não quero ninguém prolixo,
ninguém com muito sufixo.

Sou um ser ingênuo,
não quero nada supérfluo,
agora cresceu um enorme
receio de tudo dentro de mim,
não quero me enganar com ninguém,
porque agora o meu entristecer
vai e vem, como no chacoalhar do Trem.

Com o Tempo vou me livrar,
daquilo que só me faz magoar,
novos ventos hão de soprar,
para as coisas belas me inspirar,
e que me acabe aquela
sensação diária de estar a chorar.

Mas sei que o Tempo não me cura,
e como castigo, do nada vem a amargura,
mas me apegarei na ternura,
posse ter errado com muitos,
mas não foi por falcatrua,
pelo contrario,
foi com tentativas pura.

O principal é reaprender
a ser como sempre fui
o Ser solitário,
não preciso de nenhum adversário,
não quero pra ninguém ser temerário,
não serei um sectário,
porque para o bem ou para o mal,
continuarei a ser como sempre solidário.

O Tempo não me cura,
e por isso mesmo agora
vou conviver sem saber,
se depois de tudo,
Eu Evolui ou Involui .

Marco Aurelio Tisi

( 03/08/2013 )

sábado, 27 de julho de 2013

VENTO FORTE


VENTO FORTE


É um cortante vento forte,
quase a janela não o suporte.

Vento cortante e forte,
que como um raio
craveja meu coração,
despertando uma comoção
doída e lacrimejante,
é uma Saudade extravagante,
de causar uma tristeza incessante..

Mas, Coração seja forte,
transforme esse raio cravejante,
em uma Brisa flamejante,
que seja uma Saudade cintilante,
que em vez de dor lacrimejante,
seja uma divagação fulgurante.

Coração seja Forte,
agora sou um perdido caminhante,
trazendo um bornal coruscante,
de lembranças de um Sonho delirante,
não deixe esse Vento cortante e forte,
tirar o brilho do meu Bornal chamejante .

Marco Aurelio Tisi

( 27/07/2013 )
" Poesia é antônimo de censura "

Sara Meynard