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sábado, 17 de novembro de 2012

PEDRA - SABÃO


PEDRA - SABÃO

Estava andando lá pelo rincão,
quando encontrei uma Pedra - Sabão,
ah, mais uma ilusão, mas não é não,
é só mais um pouco de minha emoção,
que me da tanta imaginação.

E andando pelo rincão,
com a Pedra - Sabão,
do nada apareceu um formão,
na minha mão.

Mas eu não sou nem artesão,
e na Pedra - sabão, com o formão,
esculpi um coração,
coração de Pedra - Sabão.

Mas ai, não foi ilusão,
e o coração de Pedra - Sabão,
ficou de uma vermelhidão,
latejando com muita emoção,
o meu Amor por ela,
que para sempre sera ,
minha maior recordação.

Não sou artesão,
só na minha imaginação,
eu sou um cortesão,
cortesão da palavra,
que na minha Poesia,
por pra fora minha sofreguidão,
buscando a compreensão,
dessa profusão,
de tanta emoção.

Coração de Pedra- Sabão,
esculpido com emoção,
que se tornou vermelhidão,
de pulsação acelerada,
da saudade desenfreada,
desse meu Amor,
que foi pra sempre desconsiderado.

M . A. Tisi

( 17/11/2012 )



Um comentário:

  1. Que bela escultura nos versos do artesão que se ignora!
    Parabéns!

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" Poesia é antônimo de censura "

Sara Meynard